Qual Escala Usar para Improvisar na Guitarra e no Baixo

Qual Escala Usar para Improvisar na Guitarra e no Baixo

Introdução

Porra, você sobe a pentatônica até o fim do braço, desce até a pestana, e chama isso de solo. O acorde já mudou faz dois compassos e a frase nem ficou sabendo. Isso não é improviso, zé ruela. É esteira.

Escala para improvisar, nesse estágio, não é um desenho novo para cada acorde. Primeiro você descobre em que tom a cifra mora. Se os acordes são da mesma casa, um conjunto de notas cobre a música inteira. Aí você escolhe o tamanho desse conjunto e usa a nota do acorde da vez para a frase pousar.

Além disso, a pentatônica menor já te deu cinco notas. A escala maior já te deu sete. O campo harmônico maior já te deu a família. Aqui as três param de morar em gavetas separadas. No fim você escolhe a escala de um tom maior, sabe o que fazer quando um acorde traz nota de fora, e leva um exercício em Sol para provar que a frase mudou junto com a cifra.

Por Que o Solo Vira Escada

Por Que o Solo Vira Escada

A caixa sobe e desce

Antes de mais nada, olha o que a sua mão faz quando alguém diz “sola”. Ela acha a caixa, entra pela nota mais grave e sobe de casa em casa até acabar o desenho. Depois desce pelo mesmo caminho. O ouvido da banda escuta exercício. Exercício tem nota certa e frase nenhuma.

Assim, o problema quase nunca é falta de escala. Você já tem pentatônica. Muita gente nesse ponto já tem a escala maior também. O que falta é decisão. Qual conjunto entra nessa música, e em qual nota a frase senta quando o acorde troca.

O acorde mudou e a frase não

Por isso o solo “certo” ainda soa genérico. A cifra foi de Sol para Mi menor, de Mi menor para Dó, de Dó para Ré, e a sua linha continuou no piloto automático, começando sempre no mesmo dedo. Nota da escala pode estar dentro do tom e, mesmo assim, não contar a história do acorde que está soando agora.

Então guarda isso logo: escala é a estrada. Nota do acorde é o pouso. Sem pouso, você só está andando.

Se o Tom é Um, a Escala é Uma

Se o Tom é Um, a Escala é Uma

Cifra diatônica, conjunto fechado

Primeiro, nomeia o tom. Se a música em Sol maior usa G, Em, C e D, esses quatro acordes nascem da escala de Sol. Sol, Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá sustenido. Nenhuma nota de fora entrou na cifra. Portanto um conjunto só, o de Sol maior, cobre os quatro compassos.

Ou seja, você não precisa de quatro escalas para quatro acordes diatônicos. Precisa de uma casa e de um jeito de enfatizar o acorde da vez. Quem troca de desenho a cada compasso, nesse caso, está se ocupando à toa.

Trocar o nome do modo não troca a nota

Além disso, os modos gregos já mostraram que dórico, mixolídio e companhia, dentro do mesmo tom, são a escala maior vista de outro grau. Em Sol, o mixolídio de Ré usa as mesmas notas da escala de Sol. O eólio de Mi também. Mudou o nome. A madeira do braço não mudou.

Por isso, na hora de solar uma cifra que não sai de casa, falar “agora é dórico” sem trocar nenhuma nota é só legenda. A legenda ajuda a saber qual nota combina com o acorde. Ela não fabrica escala nova. O ii-V-I diatônico funciona do mesmo jeito: três acordes, um conjunto, e o que muda é a nota que você segura.

Pentatônica Maior, Relativa ou Menor da Tônica

Pentatônica Maior, Relativa ou Menor da Tônica

As cinco notas de dentro do tom

Então encolhe a escala maior antes de sair acrescentando coisa. A pentatônica maior fica com os graus 1, 2, 3, 5 e 6. Em Sol: Sol, Lá, Si, Ré, Mi. Saíram duas notas, o Dó e o Fá sustenido.

Assim, essas duas que saíram ficam a um semitom de uma nota da tríade de Sol. Dó cola no Si. Fá sustenido cola no Sol. Em cima do acorde de Sol, sentar nelas soa apertado, porque a tríade já está ocupando a casa vizinha. A pentatônica maior te tira desse aperto sem te tirar do tom. É um conjunto menor, mais folgado, e ainda é Sol.

O relativo usa o mesmo conjunto

Aliás, a pentatônica menor do relativo não é outra gaveta. O relativo de Sol é Mi. A pentatônica menor de Mi é Mi, Sol, Lá, Si, Ré. Olha de novo a de Sol: Sol, Lá, Si, Ré, Mi. As mesmas cinco. Se a frase pousa em Sol, o ouvido escuta maior. Se pousa em Mi, escuta o relativo menor.

Por exemplo, With or Without You, do U2, fica no loop Ré, Lá, Si menor, Sol. Isso é I, V, vi, IV em Ré maior. A pentatônica maior de Ré é Ré, Mi, Fá sustenido, Lá, Si. A pentatônica menor de Si é Si, Ré, Mi, Fá sustenido, Lá. De novo, as mesmas cinco. Você não precisa de uma escala para o Ré e outra para o Si menor. Precisa decidir se o pouso é a tônica maior ou a do relativo.

A menor da tônica é cor de blues

Por outro lado, a pentatônica menor da própria tônica é outro conjunto. Em Sol, ela é Sol, Si bemol, Dó, Ré, Fá. O Si bemol não está na escala de Sol maior. O Fá natural também não. Em cima de um G maior, o Si bemol briga com o Si natural do acorde. Essa briga tem nome e tem uso: é cor de blues, a blue note encostando na terça maior.

Portanto não chama isso de “a escala do tom” quando a cifra é diatônica maior. É uma segunda tinta. No blues de doze compassos, em que I, IV e V são dominantes, essa tinta é a escolha da casa. Numa música em Sol maior, com terça maior de verdade, ela é tempero. Tempero demais vira a comida outra.

A Nota que Segura o Acorde

A Nota que Segura o Acorde

Fundamental, terça e quinta no tempo 1

A partir daí, a escala deixa de ser a frase e vira o caminho entre os pousos. No tempo 1 de cada acorde, cai numa nota da tríade: fundamental, terça ou quinta. O arpejo é exatamente esse esqueleto. O resto do compasso pode passear pela pentatônica. O tempo forte é que conta o acorde para quem está ouvindo.

Em Sol, no nosso loop G, Em, C, D, as tríades são estas:

  • G: Sol, Si, Ré
  • Em: Mi, Sol, Si
  • C: Dó, Mi, Sol
  • D: Ré, Fá sustenido, Lá

O que a pentatônica de Sol esconde

Agora cruza com a pentatônica maior de Sol, que só tem Sol, Lá, Si, Ré e Mi.

Assim, no G, as três notas do acorde estão dentro. No Em, as três também. No C, a terça Mi e a quinta Sol estão dentro, e a fundamental Dó ficou de fora. No D, a fundamental Ré está dentro, a quinta Lá está dentro, e a terça Fá sustenido ficou de fora.

Ou seja, dá para solar o loop inteiro só com a pentatônica e ainda pousar em nota de acorde. No C, o pouso disponível é Mi ou Sol, não Dó. No D, o pouso disponível é Ré ou Lá, não Fá sustenido. A frase fica correta e um pouco educada demais. O V, sem a terça, soa mais perto de um power chord do que de um Ré maior.

Uma nota emprestada por compasso

Então a segunda volta não pede escala nova. Pede a nota que a pentatônica guardou no bolso. No compasso de C, o Dó volta, porque ele é a fundamental. No compasso de D, o Fá sustenido volta, porque ele é a terça que faz o acorde ser maior. Nos compassos de G e de Em, a pentatônica já tinha o esqueleto inteiro. Não inventa nota extra ali só para parecer ocupado.

Assim, você usou a escala maior de Sol sem tocar as sete notas o tempo todo. Usou cinco como chão e duas como visita, cada uma no acorde que ela explica.

No Braço: a Caixa de Sol Maior

No Braço: a Caixa de Sol Maior

As casas na guitarra

Então, na guitarra, ou no violão na mesma afinação, essa pentatônica maior de Sol mora numa caixa só, entre as casas 2 e 5. É a mesma caixa da pentatônica menor de Mi. A nota Sol, a tônica maior, está na casa 3 da corda Mi grave. A nota Mi, a tônica do relativo, está na casa 2 da corda Ré. Se você tratar a casa 3 como se fosse menor, vai atrás de Si bemol e sai do tom.

  • Corda Mi grave: casa 3, Sol. Casa 5, Lá.
  • Corda Lá: casa 2, Si. Casa 5, Ré.
  • Corda Ré: casa 2, Mi. Casa 5, Sol.
  • Corda Sol: casa 2, Lá. Casa 4, Si.
  • Corda Si: casa 3, Ré. Casa 5, Mi.
  • Corda Mi aguda: casa 3, Sol. Casa 5, Lá.

Em seguida, toca devagar e fala o nome. Se na corda Sol a sua segunda nota saiu na casa 3, isso é Si bemol, não Si. Casa 3 nessa corda não pertence a esta caixa.

As mesmas casas no baixo

Já no baixo de quatro cordas, afinação Mi, Lá, Ré, Sol, as quatro primeiras linhas são o mapa inteiro. Não existe corda Si para te salvar. A caixa fica assim:

  • Corda Mi: casa 3, Sol. Casa 5, Lá.
  • Corda Lá: casa 2, Si. Casa 5, Ré.
  • Corda Ré: casa 2, Mi. Casa 5, Sol.
  • Corda Sol: casa 2, Lá. Casa 4, Si.

Além disso, no baixo o pouso pesa mais. A nota grave do tempo 1 é a que a banda entende como fundamental. Se você está “dentro da escala” e cai num Lá enquanto a guitarra faz Sol, o acorde que o ouvido recebe já não é o da cifra. Escala certa com fundamental errada ainda derruba o compasso.

Onde estão o Dó e o Fá sustenido

As duas visitas moram ao lado da caixa, não em outro bairro.

  • Dó: corda Lá, casa 3. Também na corda Sol, casa 5, e na corda Si, casa 1.
  • Fá sustenido: corda Mi, casa 2. Também na corda Ré, casa 4, e na corda Mi aguda, casa 2.

No exercício, o Dó entra na corda Lá, casa 3, e o Fá sustenido entra na corda Ré, casa 4. Os dois cabem na guitarra e no baixo sem mudar de região.

Quando a Escala do Tom Não Basta

Quando a Escala do Tom Não Basta

O acorde que traz nota de fora

Ainda assim, uma escala só cobre a música enquanto a cifra não traz nota de fora. Em Sol maior, um A7 no meio do caminho é visita. Lá com sétima pede Lá, Dó sustenido, Mi e Sol. A escala de Sol tem Dó natural, não Dó sustenido. Se você senta no Dó natural em cima desse A7, você pisa na terça errada.

Por isso, naquele compasso, a terça do acorde manda. Dó sustenido no lugar do Dó, enquanto o A7 durar. No compasso seguinte, se a cifra volta para a casa, o Dó natural volta com ela. Uma nota trocada por um compasso. Não uma escala nova para o resto da vida.

O quinto grau maior no tom menor

Depois, o mesmo furo aparece no tom menor quando o V é maior. O ciclo de Hit the Road Jack é i, bVII, bVI, V. Em Lá menor, isso vira Am, G, F e Mi maior. Lá, Sol e Fá cabem na menor natural de Lá, que tem Sol natural. O Mi maior pede Sol sustenido, a terça dele.

Então, se a sua frase continua no Sol natural em cima desse Mi, ela briga com o acorde. O Sol sustenido é o empurrão da escala harmônica menor. Usa nele o compasso do V e devolve o Sol natural quando o acorde de Sol, o bVII, voltar. De novo: a nota do acorde ganha da escala que você tinha na cabeça.

O blues e a pentatônica menor do I

No blues, a regra de “fica na escala maior do tom” te sabota. I, IV e V são dominantes, e a linguagem da casa é a pentatônica menor do I, com a quinta bemol como tempero. Isso já está no guia de doze compassos. Aqui só entra o aviso para você não levar a pentatônica maior de uma balada e despejar em cima de um shuffle como se fosse a mesma decisão.

Em seguida, volta para o caso deste texto: cifra diatônica de tom maior, um conjunto, pouso na tríade, e nota de fora só quando o acorde trouxer.

Erros que Deixam o Solo Sem Cara

Erros que Deixam o Solo Sem Cara

Começar toda frase no mesmo dedo

Aqui, o primeiro vício é começar todo compasso na mesma casa, geralmente a tônica da caixa, não a do acorde. A mão fica confortável e a frase fica surda. No loop de Sol, se os quatro compassos começam em Sol, você tocou G quatro vezes e apenas mudou o papel de parede.

Por isso o tempo 1 tem endereço. G começa em Sol, Si ou Ré. Em começa em Mi, Sol ou Si. C, na pentatônica, começa em Mi ou Sol. D começa em Ré ou Lá. Quatro portas. Uma esteira só é preguiça de escolher.

Achar que modo novo é nota nova

O segundo vício é anunciar um modo por compasso e tocar exatamente as mesmas sete notas, achando que a teoria apareceu no som. O ouvinte não escuta o nome. Escuta a nota que você segurou. Se a nota segura não é da tríade, o modo foi legenda de caderno.

Sentar na blue note sem querer

O terceiro vício é cair no Si bemol em cima de Sol maior e ficar morando lá, sem ter pedido blues. Uma colcheia de Si bemol resolvendo no Si pode ser cor. Uma semínima inteira de Si bemol, com o acorde maior soando Si natural, é desafinação com discurso bonito. Decide antes. Ou a terça é maior, ou você está pintando blues de propósito.

O baixo pousar fora do acorde

O quarto vício é do baixista que sola preenchimento com a mesma liberdade da guitarra e esquece que a nota grave define o acorde. No tempo 1, fundamental. No tempo 3, quinta ou terça, se a levada pedir. A pentatônica entra nos tempos fracos. Se o tempo forte saiu da tríade, o groove mudou de acorde sem a banda ter combinado.

Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes

Preciso de uma escala por acorde?

Não, enquanto os acordes forem da mesma casa. Uma escala do tom, ou a pentatônica maior desse tom, resolve a cifra diatônica. Escala nova entra quando o acorde traz uma nota que a casa não tem, como o Dó sustenido do A7 em Sol, ou o Sol sustenido do Mi maior em Lá menor.

Pentatônica é etapa vencida?

Não. Ela é o conjunto de cinco notas que te protege das duas mais tensas em cima da tônica. Gente que “já passou da pentatônica” e só sobe a escala maior inteira costuma solar pior, porque recuperou o Dó e o Fá sustenido e senta nos dois em cima de Sol. A pentatônica continua sendo chão. A escala maior empresta nota, não substitui o pouso.

No baixo a regra muda?

A nota é a mesma. O peso muda. Na guitarra, pousar na terça no tempo 1 ainda descreve o acorde. No baixo, o tempo 1 pede a fundamental com muito mais frequência, porque é ela que segura a harmonia para o resto da banda. A caixa das casas 2 a 5 serve nos dois instrumentos. O que você faz no tempo forte é que separa solo de guitarra e condução de baixo.

A harmônica menor entra quando?

Quando o tom é menor e o V é maior. A menor natural não tem a terça desse dominante. A harmônica menor tem. No resto de uma cifra diatônica maior, ela não é a primeira escolha. Leva ela para o compasso que pediu a terça maior do V, e não para a música inteira só porque o desenho é bonito.

Exercício: Quatro Compassos em Sol

Exercício: Quatro Compassos em Sol

O pulso e a cifra

Metrônomo a 70. Quatro tempos por compasso. Uma volta é G, Em, C, D. Toca os acordes uma vez, devagar, para o ouvido saber a ordem, e depois sola por cima. Sem banda, o violão ou a guitarra pode fazer o acorde no tempo 1 e a frase nas colcheias seguintes. Para a primeira semana, fica nas semínimas. Quatro notas por compasso. Sem pressa de parecer solo de disco.

Primeira volta, só a pentatônica

Só as cinco notas: Sol, Lá, Si, Ré, Mi. O tempo 1 é nota de acorde que exista dentro delas.

  • G: Sol na corda Mi grave, casa 3. Si na corda Lá, casa 2. Ré na corda Lá, casa 5. Lá na corda Mi grave, casa 5.
  • Em: Mi na corda Ré, casa 2. Sol na corda Ré, casa 5. Si na corda Lá, casa 2. Ré na corda Lá, casa 5.
  • C: Mi na corda Ré, casa 2. Sol na corda Ré, casa 5. Mi na corda Ré, casa 2. Ré na corda Lá, casa 5. O Dó ficou de fora de propósito. O Mi é a terça.
  • D: Ré na corda Lá, casa 5. Lá na corda Mi grave, casa 5. Ré na corda Lá, casa 5. Mi na corda Ré, casa 2. Sem Fá sustenido ainda. Ré e Lá seguram o acorde.

Por isso, fala o nome da nota do tempo 1 antes de tocar. Sol, Mi, Mi, Ré. Se os quatro tempos 1 saíram Sol, a cifra não existiu.

Segunda volta, Dó e Fá sustenido

G e Em continuam iguais. Neles a pentatônica já tem a tríade. C e D recebem a visita.

  • C: Dó na corda Lá, casa 3. Mi na corda Ré, casa 2. Sol na corda Ré, casa 5. Mi na corda Ré, casa 2.
  • D: Ré na corda Lá, casa 5. Fá sustenido na corda Ré, casa 4. Lá na corda Mi grave, casa 5. Ré na corda Lá, casa 5.

Assim, duas voltas de cada. Na segunda, o ouvido tem que perceber que o C ganhou a fundamental e o D ganhou a terça. Se soou igual à primeira volta, o dedo novo não entrou, ou entrou na casa errada. Dó é casa 3 da corda Lá, não casa 2. Casa 2 é Si.

A mesma frase no baixo

Em seguida, no baixo, as mesmas casas, nas mesmas cordas. A frase não usa corda Si nem corda Mi aguda, então não tem tradução pela metade. Tempo 1: Sol, Mi, e na segunda volta Dó e Ré. Se a nota grave do C saiu Mi, você ainda está na primeira volta, pousando na terça. Serve. Se saiu Sol, você anunciou outro acorde.

A partir daí, muda só o tempo 1 de um compasso por dia e deixa o resto da frase quieto. Quando o pouso trocar sem você olhar para o caderno, pega uma cifra diatônica curta que você já toca e marca, embaixo de cada acorde, qual nota da tríade vai ocupar o tempo forte. O riff vem depois. Primeiro a frase precisa saber em que acorde ela está.

Conclusão

No fim, escala para improvisar, numa cifra diatônica, é uma decisão curta. Nomeia o tom. Fica na pentatônica maior desse tom, que é a mesma pentatônica menor do relativo. Pousa no tempo 1 numa nota da tríade. Em Sol, a pentatônica Sol, Lá, Si, Ré, Mi já segura G e Em. No C, a fundamental Dó está na corda Lá, casa 3. No D, a terça Fá sustenido está na corda Ré, casa 4. Nota de fora só entra quando o acorde trouxer, como o Dó sustenido de um A7 em Sol, ou o Sol sustenido do V maior num tom menor.

Setenta no metrônomo, quatro semínimas, duas voltas. Se o tempo 1 não mudou, a escala era enfeite.

Se a família do tom ainda embaralha, volta no campo harmônico maior. Se a caixa de cinco notas ainda é um desenho mudo, abre a pentatônica menor. E se o V maior no tom menor ficou coçando, a escala harmônica menor explica esse Sol sustenido sem você chutar no escuro.


Publicado

em

,

por